Ensinar a capoeira para crianças requer muito mais que boa vontade e conhecimento prático. É fundamental que a pessoa tenha nascido para isso. O grupo Cordão de Ouro têm-se destacado também na capoeira ensinada para crianças muito pequenas. Em Belo Horizonte, o Contra-mestre Fuinha e seus alunos trabalham em mais de 12 escolas de educação infantil da rede particular de ensino. Nelas, crianças entre 02 e 09 anos de idade participam das aulas de capoeira dentro da grade curricular. Escolas como a Vila da Criança, Bilboquê, Criativa Idade, Terra do Saber, Cia do Aprender, Barquinho Amarelo, Letra, Pe. Machado e outras se beneficiam da prática da capoeira e têm aprovação garantida pelos pais que apóiam e participam das rodas e eventos. Em São Paulo, além do Mestre Geraldinho que também trabalha há bastante tempo com crianças em comunidades carentes, destaca-se ainda o Contra-mestre Caçulla. Com crianças maiores, entre 06 e 14 anos, Caçulla envolve no trabalho toda a parte artística e cultural. Samba de roda, maculelê, puxada de rede e muita capoeira foram apresentados em seu evento de 2008, em parceria com o Mestre Suassuna e os contramestres Coruja e Kibe. E a meninada foi elogiada pelo Mestre Suassuna: “uma criançada esperta e boa de capoeira”. Em Guaratinguetá sempre teve muita criança treinando capoeira. Os mestres Ponciano e Zé Antônio já colhem frutos deste trabalho. “Hoje, muitas crianças que temos são filhos de ex-alunos que treinaram quando eram ainda crianças ou jovens.” Além do forte trabalho com infantil ainda soma crianças especiais que exige um trato ainda mais apurado. Em Campinas, o Mestre Cícero e o Contramestre Joguinho também estão trabalhando em parceria com as escolas particulares. No final do ano passado, o C.M. Joguinho realizou um workshop com a participação de outros professores da Cordão de Ouro para uma troca de experiências e metodologias de ensino. A proposta principal do trabalho com infantil é a parceria com as escolas e com as famílias. “A capoeira é ensinada na escola e a participação da família é fundamental para esta parceria ser uma parceria de sucesso” – aponta Fuinha. “Nosso objetivo não é que a criança se torne um capoeirista, mas sim que com a prática da capoeira estas estejam mais aptas corporalmente para qualquer modalidade esportiva. Mas se elas se apaixonarem pela capoeira serão excelentes discípulos, pelo fato de terem se iniciado bem cedo.”- completa. Para quem quiser conhecer melhor entre em contato com os núcleos citados acima. Para os instrutores e professores que se interessarem, alguns núcleos propõe programas de estágio nas escolas. Informações: 11-3223.5357.